Denúncias levaram a Polícia Militar e a Corregedoria da universidade a abrirem investigações.
Alunas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) registraram denúncias sobre ameaças de agressão sexual contra estudantes, incluindo uma aluna do curso de Medicina. As informações indicam a existência de grupos virtuais de estudantes masculinos onde seriam feitas apostas sobre atos violentos a serem cometidos contra outras universitárias.
Uma das vítimas, aluna de Medicina, estaria sendo alvo de stalking e ameaças pelo WhatsApp, com a informação de que um “bolão” teria sido formado para quem realizasse o ataque nos próximos dias. O Diretório Acadêmico Nilo Cairo de Medicina (DANC) confirmou que o caso foi encaminhado à Polícia Militar e publicou orientações de segurança para as estudantes.
A UFPR informou, em nota, que instaurou uma investigação preliminar pela Corregedoria para apurar responsabilidades. A universidade afirmou que acionou setores de segurança e adotou medidas de acolhimento às pessoas envolvidas.
O Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) publicou um manifesto repudiando “qualquer cultura de estupro e misoginia” e colocou sua assessoria jurídica à disposição do diretório acadêmico e das estudantes. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também emitiu uma nota de repúdio, e seu presidente, Eduardo Baptistella, afirmou que vai se reunir com autoridades para tratar do caso.
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